


Na manhã do dia 01 de outubro, o Campus VIII da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) sediou o FORMACAMPO, um encontro que reuniu educadores e educadoras do campo, representantes da Secretaria de Educação (SEDUC), membros do Colegiado de Pedagogia e integrantes do Grupo de Pesquisa MITECS. O evento teve como tema “Identidade, pertencimento e políticas públicas na educação do campo: o que nossa origem nos ensina?” e promoveu um espaço de reflexão sobre a importância da valorização das escolas do/no campo e suas especificidades culturais e sociais.
O encontro iniciou com um café da manhã de boas-vindas, seguido pela formação de uma mesa com representações de múltiplas frentes do FORMACAMPO. Entre os objetivos do evento, destacam-se:
- Conhecer a realidade que envolve princípios e valores interculturais do campo em âmbito local, buscando fortalecer as escolas e seus processos próprios de aprendizagem entre docentes e discentes;
- Discutir a memória do campo e suas implicações com os movimentos sociais, na luta por direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, com foco na constituição de uma sociedade equitativamente justa;
- Refletir sobre identidades, pertencimento e políticas públicas no campo, priorizando aprendizagens significativas relacionadas às culturas camponesas locais.
Após as palestras iniciais, os participantes se dividiram em Grupos de Trabalho (GTs), onde puderam aprofundar as discussões e compartilhar suas experiências. Os resultados dos debates foram posteriormente apresentados, promovendo um momento de troca e fortalecimento coletivo.
O FORMACAMPO consolidou-se como um espaço fundamental para pensar a educação do/no campo e suas relações com as políticas públicas e o pertencimento territorial, ressaltando a importância de uma formação que respeite e valorize as origens e histórias do campo, sempre com um olhar voltado para a construção de uma educação inclusiva e transformadora.
“O que nossa origem nos ensina?” A resposta a essa pergunta certamente passou pelo fortalecimento de identidades e pelo resgate das memórias que constroem a história de cada sujeito do campo e de sua comunidade.
O evento encerrou com uma plenária, reforçando a necessidade de novas oportunidades para diálogos e ações conjuntas que continuem a fortalecer a educação do/no campo e a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.